Liga dos Campeões – 3.ª Jornada – Ajax – Benfica

Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Hakim Ziyech, Donny van de Beek (88m – David Neres), Lasse Schöne, Frenkie de Jong, Dušan Tadić e Kasper Dolberg

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Germán Conti, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – Gabriel Pires), Gedson Fernandes, Rafael “Rafa” Silva (90m – Franco Cervi) e Haris Seferović

1-0 – Noussair Mazraoui – 90m

Cartões amarelos – Noussair Mazraoui (22m), André Onana (39m) e Nicolás “Nico” Tagliafico (49m); Jardel Vieira (9m), Germán Conti (64m), Eduardo Salvio (72m) e Haris Seferović (86m)

Árbitro – Ruddy Buquet (França)

Esteve quase para ser um daqueles jogos de zero-zero “frenéticos”, muito vivo, “bola cá, bola lá”, com tendência repartida, e diversas ocasiões de perigo, nenhuma delas concretizada… até aos 90 minutos.

É verdade que coube ao Ajax, desde início, assumir a maior iniciativa atacante, em lances rápidos, envolvendo diversos elementos em acções ofensivas, o que, em paralelo, concedia espaços para o contra-ataque do Benfica, numa intensa dinâmica dual.

No reencontro – 46 anos depois – de dois “clássicos” do futebol europeu, até seria a equipa portuguesa a ter, por duas vezes, oportunidades flagrantes para marcar, isto ainda nos cinco minutos iniciais da partida: primeiro, num remate cruzado de Rafa Silva, travado por Onana, e, de seguida, numa assistência de Salvio (hesitante no remate à baliza) a Seferović, com De Ligt a salvar sobre a linha de golo.

Numa fase de pressão acrescida do conjunto holandês, o Benfica ver-se-ia forçado a recuar, reagrupando-se, obrigando o Ajax a procurar alternativas, por via de remates de meia distância, com Vlachodimos a mostrar-se praticamente intransponível e, quase a fechar a primeira metade, Conti, “in-extremis”, a ir resgatar uma bola que parecia estar já meio dentro das redes.

No segundo tempo, inevitavelmente, o ritmo haveria de baixar, não obstante a equipa holandesa voltasse a ter uma entrada forte, mas denotando dificuldades em romper a barreira defensiva adversária.

Trocando os papéis, seria a vez de Seferović servir Salvio, que também não conseguiria materializar o golo. No outro lado, Van de Beek obrigava Vlachodimos a soberba intervenção.

Após grande insistência do Ajax, com o Benfica a resistir bem, e com o tempo de jogo a aproximar-se do seu final, ambas as equipas procuravam já minorar a exposição ao risco, o que se reflectiu, inclusivamente, nas (poucas) e tardias substituições.

Depois de tantas ocasiões desaproveitadas, de parte a parte, acabaria então por ser premiado o Ajax – já no segundo minuto para além do tempo regulamentar -, com o recém entrado David Neres, num lance de insistência junto à linha de fundo, na sequência de uma intercepção falhada de Conti, a centrar atrasado, para o remate de longe do lateral Mazraoui, a embater ainda no pé de Grimaldo, traindo o guardião benfiquista.

Num ápice as contas do Grupo davam uma grande volta: o Benfica deixa de depender apenas de si próprio e de uma (necessária) vitória em casa perante este mesmo Ajax; o – agora mais difícil –  apuramento implicará ganhar também ao A.E.K. e esperar que os holandeses não consigam vencer na Grécia, nem ao Bayern, em casa…

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